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lidchok bi im haahavah shelcha, Yeshua
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"Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão"
Sl 84, 11
A Graça e o Judaísmo
Comentário a partir do texto A Seita do Mar Morto e o Cristianismo Pré-Paulino de David Flusser.
A Graça e o Judaísmo
No senso comum da igreja, a Graça se opõe a Lei. Esta polarização, falsa para nós, gerou ou alimentou, por sua vez, a polarização Cristianismo versus Judaísmo. Foi uma poderosa (e tenebrosa) tensão entre gentios e judeus no início do cristianismo.
Não excluo a possibilidade de que a ordem de causalidade destas polarizações foi invertida, que uma ênfase desfocada foi dada ao debate justamente para refrear as prerrogativas judaicas dentro da igreja nascente.
O objetivo deste texto não é comentar a Lei e Graça. É nossa convicção, de que não há oposição alguma, pelo contrário, há interdependência entre estas.
A Graça é um conceito messiânico? Sim.
A Graça é um conceito novo e é uma ruptura ao Judaísmo?
Talvez ao Judaísmo Rabínico, mas não ao Judaísmo.
O conceito de Eleição, da qual a Graça é dependente, era um dos fundamentos dos essênios.
Era fundamental, mas não necessariamente exclusivo deles, ou seja, a compreensão de extrema dependência de D’us para tudo, incluindo ai a Salvação, é essencialmente judeu e bíblico.
Salvação esta, da qual faltava uma propiciação adequada, onde Mashiach não apenas provê os meios necessários, por sua própria expiação, cumprindo a Lei, mas Justificando a Graça de D’us por meio desta oferta generosa.
Assim o messianismo (de Yeshua) proveu o elo necessário e misterioso entre Graça e Lei, solucionando este dilema tão judaico.
Portanto, é interessante registrar que uma vez que o cristianismo primitivo compartilhou alguns pensamentos com os Essênios, alguns validados por Mashiach, como o Batismo, outros não, como o sectarismo (adotado posteriormente pela igreja), somos herdeiros e depositários de um pensamento judeu que não existe mais para os judeus contemporâneos (1).
Somos, por assim dizer, testemunhas vivas de um pensamento judeu inspirado e de que estes compreenderam uma parte da vontade do Eterno.
Marcos Mingra
obs.: O conjunto de artigos O Judaísmo e as Origens do Cristianismo é excelente fonte para a compreensão do pensamento no tempo de Yeshua.
(1) Há o conceito de Eleição de (todo) Israel, mas este não é suficiente para atender nosso requisito de remanescente justo.