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Não reconhecemos a política externa brasileira.
Não concordamos com a tolerância para com governos não democráticos, criminosos e populistas.
Que o ETERNO não nos tome por cúmplices em seus crimes. Nós não fizemos parte em seus conselhos.
lidchok bi im haahavah shelcha, Yeshua

Me constranja com o teu amor Yeshua
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01.02.12: Aos que erraram ao amar

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20.09.11: O limite aceitável

27.08.11: esclarecimento sobre o último áudio.


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Pluralidade afetiva em tempos de possibilidades crescentes

Aos que erraram ao amar

Não é pretensão deste texto trazer conselhos e muito menos emitir qualquer juízo, nada é mais antimessiânico e antibíblico do que emitir julgamento, pelo contrário, a proposta é apenas sinalizar alguns pontos bíblicos, escapando de maniqueísmos e regrinhas eclesiásticas e propor, aos que assim se permitem, alguma reflexão.

A bem da verdade, desejo apenas que este texto seja um tributo à nossa humanidade, não autocomiserante, espero, e que permita alguma esperança, que possa dar sentindo a algumas de nossas dores.

Só você poderá dar destino à tua vida. Cada qual sabe como sua vida se estruturou; não é, portanto, uma questão de avaliação dos outros nem pelos outros, mas antes, um desafio, para você, em lidar com seu histórico e refazer sua vida a partir de uma Palavra que promete libertar e trazer uma vida “abundante“, uma vida com significado e propósito. Há de se superar o determinismo sem, contudo desprezar aquilo que nos constituiu nesta maravilhosa jornada e construção da alma que é a vida humana.

E há sim, e sempre haverá uma Palavra de conforto, de perdão e de estímulo, se você for ousado em seus arrazoados com o Eterno e for simples e humilde para deixar que a “lógica” dEle siga o Seu curso. Pronto ao arrependimento e à renovação.

Este assunto tem sido um desafio e um grande constrangimento para a igreja, seja pela exclusão, seja pela “tolerância“, uma dupla e perversa forma de não permitir o enfrentamento e a cura.

Não há, no balcão eclesiástico nada muito útil às pessoas, simplesmente porque as questões mercadológicas, por um lado, ou travas afetivas, de outro, não permitem o crescimento espiritual.

A queda

Prepare-se para o pior.

A igreja trata este assunto, apenas nos últimos tempos e espertamente, de um modo burocrático, mas... Não há nada burocrático na Palavra, as regras que existem são de um modo diferente do que entendemos, não são regras para implicar, para nos colocar em rota de colisão com Deus, para nos garantir um castigo certo e impiedoso, nem são exigências sem nexo.

A Palavra não é fácil, mas decididamente não é desumana.

As regras para amor, sexo, casamento não são, na Palavra, necessariamente as mesmas que temos por entendimento comum, houve um reducionismo, talvez para serem facilmente divulgadas e exigidas, contudo, tal simplificação só tornou tudo mais difícil, ganhou-se em escala, mas definitivamente perdeu-se em qualidade. Os anos impuseram um controle social massacrante, que trazia em seu ventre o germe da liberação, ou melhor... Os rigores sociais apenas gestaram os álibis para justificação de antigas tendências. Ou seja, as condutas sociais permitiram apenas postergar comportamentos até uma fase relativamente ajustada
(1).

Todas estas coisas não deixam de ter algo positivo, como relativa organização familiar ao longo dos dois mil anos
(2) e uma elevação das condições humanas. Mas, mesmo com estas conquistas, estão longe da Palavra e acumularam lágrimas incontáveis.

As incompreensões agora se consolidaram e estamos todos à deriva. Se uma maior defesa e liberdade afetiva foi conquistada, por outro lado, nosso destino é a fragmentação das relações humanas, um nível de respeito mútuo
(3) que, na intenção de preservar a alma individual, aliena e que, por fim, nos fere igualmente.

Um mundo de possibilidades, mas sem nenhum critério efetivo de autodomínio. Um mundo que venceu o proibido, mas não sabe nada sobre a verdadeira natureza da liberdade. Uma construção irrealista de felicidade está em plena atividade e nós, apenas tijolos de um edifício sem fundamentos, esperando apenas que os novos tijolos, colocados sobre nós, um pavimento após o outro, vençam o peso necessário ao colapso.

Não é, portanto, só uma questão de burocracia, de se ter um papel
(4).

Também não é uma questão de ter tido apenas um único casamento
(5), as coisas são um tanto mais complicadas, deitar-se juntos já é casamento, já é ser apenas um corpo, isto é irrevogável e suas consequências, muito além de nossa compreensão.

E não há tempo que mude as coisas, pois como tem sido registrado aqui no Átrio, tempo é algo que não existe para o espírito. Não importa se apenas é findo o relacionamento ou se os muitos anos parecem ter congelado sentimentos e banido para um país imaginário todo o afeto que existiu e só resta o desconforto de uma explicação que nunca veio. No fim, um mar de frustrações, de esperas, de pensamentos sufocados que parecem ser literais.

E se isto parece moralista, e creia, não é. Digo que também não é só uma questão de obtenção de relações sexuais extra maritais, mas, ainda, devendo considerar os segredos do coração e, ainda, mesmo não tendo paixões ou amores, a própria insatisfação é um estado latente de adultério. Ainda que as consequências sejam (muito) diferentes, o cerne é o mesmo e agem de maneira igualmente perversa e contra os fundamentos do amor.

Bem, a partir desta premissa, estamos todos condenados? Sim, em certo sentido, sim, todos buscam e todos estão perdidos, perdido no sentido de se buscar algo que não se acha, apesar de estar gravado em nós, como um mapa e um apelo ao nosso desejado destino.

Apaixone-se, mas não peque

Como exemplo de como tendemos a reduzir a Palavra, podemos citar o versículo, “irai-vos, mas não pequeis”, e o significado não é: “olha vocês eventualmente podem ficar irados, e se isto acontecer, não pequem, ok?”. Não, este texto é imperativo e deve ser lido assim: “fiquem irados, pois há muitos motivos neste mundo injusto e vocês são (ou deveriam ser) os agentes da transformação que quero ver operar neste mundo, mas não o façam por meios perversos, como ofensa, violência e arrogância“, os quais estão comumente, mas não são obrigatoriamente, associados à ira.

E não apenas um exemplo sobre redução, este versículo é útil ao propor uma forma de lidar com palavras com significados desgastados.

Há algo de errado em amar? Há algo de proibido? Não, certamente que não, nada é mais exortado na Bíblia. Tudo que esta lá se refere a esta questão. Seja no convite divino, seja no perdão que Ele concede, seja no cuidado com aparência de rigores, tudo foi escrito para refletir algo que é imprescindível em nossa relação horizontal, entre humanos e na relação vertical, com o Criador.

Deus exorta para que você ame e muito, o tempo todo, intensamente.

Uma chave, uma lembrança, um sentido, um elemento sem o qual falhamos terrivelmente como seres humanos e espirituais que somos ou deveríamos ser. Sendo nossa maior ambição, torna-se quase como uma maldição, um pavor e uma aberração.

De onde decorre esta inversão. Yeshua dá a resposta, “livrai-vos do fermento dos Fariseus“. Yeshua fala sobre hipocrisia? Não de todo. A hipocrisia é apenas a (construção) manifestação verbal de nosso erro, como a medida de temperatura de nossa doença. Este fermento é a mentira, nossa inclinação para acreditar em fantasias, em caminhos fáceis e rápidos. E depois de acreditar na mentira, somos escravos desta mentira, onde nossa “melhor” opção, para suportar ser o que não queremos ser, é estabelecer este fundamento na areia. Somos escravos da vergonha.

Assim, uma vez que o puro recebe a ínfima parte da corrupção, temos esta amálgama, onde farinha e fermento produzem seus frutos, estamos mais ou menos alimentados, mais ou menos intoxicados, alguns morrem de fome, outros morrem intoxicados, uns rapidamente, outros...

Então não é uma questão de retirar o pão com fermento, mas reduzir, o quanto for possível, o fermento, para que se tenha vida.

Portanto, é meio que inevitável estar continuamente apaixonado, é até desejável, pois a paixão nos mostra o que está fora, é nossa projeção para o outro em duplo sentido, o outro como projeção de nós, pois a paixão sempre revela um tanto de inveja, de possibilidades e compartilhamento (o melhor que pode ser nosso e o melhor que se pode ser, que está retido no céu). Como, ainda, nos projeta para a existência do outro, que faz com que o céu seja resgatado, não só pela excelência do eu, mas pela existência do outro.

Deus nos permite ver um pedaço do céu, não para depois tirá-lo de nós e por fim, se por a rir.

Para que não viéssemos a tomar o céu indevidamente, fez-nos incapaz de alçar a este. Nesta impossibilidade ferimos aquele que se tornou a sua representação, o que também não é Sua vontade (ouso dizer que todos usam o afeto como forma de ferir o outro, os outros - incluindo os desavisados - ou a si mesmo na intenção, última, de ferir Deus).

Se Ele concedeu tal revelação, foi para que a Sua vontade perfeita se manifeste, para que possamos cuidar deste outro, para servir como lembrete e referência, este pedaço é e sempre será daqueles que o conheceram. É nossa herança e nosso convite.

Assim, se a paixão é o primeiro estágio, uma visão das possibilidades, é o amor que fará o serviço sujo, que percorrerá a longa estrada ao céu verdadeiro, que permite a transformação daquilo que é pequeno e imperfeito para aquilo que é nosso destino e lembrança.

E ai começam os problemas. O amor parece a coisa mais distante do céu quando todo o trabalho é percebido. E quão assombroso é este trabalho.

Se assim é, nada há de errado na paixão, quem se apaixona, provavelmente tem um dom de perceber o céu e este dom é diretamente proporcional à facilidade e intensidade da entrega (quem mais pecou mais se perdoou, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça
[6]).

Mas paixão sem o longo e pesado domínio do amor, não é nada, é como quem quer fazer um carro sem motor andar movendo o ponteiro do velocímetro. Um estágio patético e inútil.

Amor não é sentimento, mas um ato de vontade. É uma decisão da alma em continuar acreditando, de mover o céu, de fazer a escolha se o gato está vivo ou se está morto dentro da caixa de Schrödinger. E, no entanto, e tragicamente, as pessoas desistem daquilo que é mais precioso, pois se deseja o bem sem a prática do bem, deseja-se o céu de modo gratuito, ou melhor, furtivo.

Quem ama nada espera do outro, é via de mão única, uma decisão baseada no coração e na Palavra, insistindo, amor não é sentimento e de maneira alguma implica em recompensas nem em gratificações. O amor não se ressente da negligência nem do desprezo do outro, é ai que se mostra mais necessário e mais interessante. Não busca o próprio benefício, antes busca a felicidade do outro, em qualquer situação, ausente, longe, com uma terceira pessoa, sem contato, sem resposta, sob ódio ou sob despreza, sem absolutamente nada que justifique a insistência.

Quem ama pensa o bem, nunca o mal. É pensar o bem do outro e sobre o outro, sempre!

O outro existe na potencialidade e na alegria do outro
(7), um louvor ao Criador deste outro. Quem amou viu o bem do Senhor, o qual não será negado a menos que se abra mão deste. Há de ser grato, pelo tempo que durou. Há de se manter o bem do Senhor vivo, pois nisto resiste o triunfo da vida sobre a morte.

Pois se há algo bom neste mundo, só será bom mesmo se for eterno.

Pode-se canalizar o requerido amor por duas vias, a mais “popular”, a da satisfação do desejo
(8), uma promessa de paraíso instantâneo, assim, na realização do desejo tem-se toda esta volição drenada como uma cisterna rompida, uma descarga de nulidade. Um pouco de fermento leveda toda a massa, ou seja, aquele que é depositário de muita farinha, capaz de saciar a fome de muitos, a todos intoxica.

Do ponto de vista exclusivo do pragmatismo bíblico, o apelo do sexo é para a gestação da vida, filhos carnais, ou por sua sublimação, filhos espirituais
(9).

Yeshua soube todo o significado desta condição, Ele mesmo foi “chamado” ao gozo deste mundo, mas, no outro, Ele viu algo maravilhoso e que teremos que descobrir sozinhos. A única coisa que Ele permitiu drenar foi Seu próprio sangue e deste, uma multidão de filhos.

Por fim, você não errou? Foi o outro que errou? Mas quem ama, ama como convém, não buscando seu próprio bem, mas o do outro, quem ama não arde em ciúmes, o ciúmes deve ser como o de Deus que tem o ciúmes do cuidado, zeloso, protetor, o ciúmes de Deus não é aquele que quer para si, mas aquele que teme que algo ruim aconteça ao ser amado.

Portanto, se você não adulterou, não tem segredos no coração nem mesmo está insatisfeito, mas tem ciúme possessivo ou moralista, você é tão ou pior em amor que os outros, pois neste caso, você ama apenas a si mesmo e esta é a pior das indiferenças.

O egoísmo está para o adultério assim como o álcool está para as drogas, é insidiosamente crônico e tolerado.

Medo

Temos medo, podemos dizer que somos filhos do medo e onde há medo não há amor. Medo de sofrer, medo de ser desprezado; medo de não ser mais feliz que o que se vai, medo, portanto, de se perder um competição que nunca deveria ter começado; medo da solidão; medo de ser revelado no sentimento, medo do escárnio dos outros, nesta rede de patrulhamento afetivo que tecemos com competência; medo de se expressar, de saber-se amado ou de não sê-lo; medo da reprovação, medo que nossas fraquezas sejam reveladas pelo outro, o qual não confiamos de todo, esquecendo ou ignorando que nossas fraquezas são o melhor de nós, naquilo no qual somos mais humanos, neste conflito que é o cerne do amor, um paradoxo lindo a ser resolvido, mas, infelizmente, sempre evitado.

Medo de ser roubado, quando nunca deveríamos temer o roubo, mas temer a transformação do ser amado em ladrão afetivo. Nossa defesa devia ser em favor do outro e em nosso próprio interesse.

Enfim, medos sem fim... E, no entanto, esquecemos o simples, “o perfeito amor lança fora o medo”
(10). No medo, não há amor.

O amor romântico e nossa gaiola de ouro

Mas afinal, quem inventou este tal de amor romântico? Parece quase um fatalismo, estamos condenados a esperar a realização do amor romântico. Eu arrisco dizer que o amor romântico é uma invenção feminina e tardia, ainda que latente durante toda a civilização humana.

Mas vamos falar um pouco de obrigações.

A Bíblia é um chamado aos homens, não às mulheres. Vamos contar um segredinho masculino, a nós está o domínio do querer. Não temos o conflito do querer, sabemos o que queremos, nosso conflito é o do poder. E nós sabemos que não podemos um monte de coisa, com Bíblia na mão ou não. As obrigações são nossas, nós seremos chamados ao julgamento.

Quer dizer que mulheres não precisam obedecer a Palavra. Não, não precisam. Mas... Toda ajuda é bem-vinda.

Elas não serão levadas a julgamento
(11). Elas sofrerão as consequências de más escolhas, mas não haverá julgamento a elas, por uma simples questão, elas sabem amar. São os homens que esqueceram esta dimensão do ser.

O amor romântico é, portanto, a construção de um ideário feminino. É útil, mas não deixa de ser uma bobagem. E é quase uma condenação para nós, como fracasso de nossa liderança e também pelas limitações que este amor representa. Este amor não nos projeta para a verdadeira luta, mas apenas para um conquista burguesa, conveniente à sociedade, e neste sentido é uma benção, mas seus limites são reais, não se consegue nada além da manutenção de uma sociedade sem grandes ambições espirituais.

O amor romântico é o amor possível, mas ele só deveria existir como consequência, nunca como condição ou finalidade. Pois este é estéril e ensimesmado. Ele se tornou um mapa feminino para o paraíso
(12), quando este deveria ser apenas um saldo menor da verdadeira liderança masculina em trabalho pela redenção.

O que a mulher teme, sem perceber, acima de qualquer desestruturação do ideário, é apenas a presença e a ação do mal, pois ela compreende os mecanismos espirituais, mas tem, por destinação, pouco domínio sobre estes, pois este decididamente não é seu chamado. Ela insta o homem a fazê-lo, mas sem grande compreensão e os homens ficam se fingindo de imbecis, mas este fingimento não é gratuito, eles sabem qual é o preço e se recusam a pagar.

Assim, enquanto ao homem, a obediência à Lei é indispensável, para a mulher, a obediência à Lei é desejável. Se a omissão masculina leva à destruição, a observação feminina leva a redenção do outro. O amor do homem está em cumprir a Lei, o amor da mulher está em “forçar” o homem a cumprir a Lei. Neste sentido, o amor cortês é mais inspirador, mas se o amor romântico vai se tornando anacrônico, que se dirá frente aos rigores deste primeiro.

Volição - voltando para a casa

Bom, se você chegou aqui e ainda não abandonou este texto é mais que provável que você tenha feito um monte de questionamentos (aprovação e reprovação do que está escrito) e talvez tenha feito a seguinte pergunta, Que faço agora? Que me resta?

Primeiro, há algo de maravilhoso no trabalho de Yeshua, Ele proveu o mecanismo de perdão, aceitar Seu sacrifício é fundamental, segundo, você deve mudar a forma esquizofrênica de abordar seu passado, ora se escondendo em mágoas, ora justificando-se para permitir a manutenção de suas fantasias.

Seguinte, acabou, esqueça tudo que você tentou até aqui, é hora do conserto. Não há caminho fácil e não existe amor sem sofrimento. Se você amou demais, e errou, agora é arrependimento e espera. É arregaçar as mangas e partir para o trabalho sujo.

Fazer um inventário é bom, quantas quedas foram? Quantos amores “perdidos“?

“Encontre-os“. Apresente-os todos a Deus, a quem deveríamos ter sempre confiado os que amamos, para que Ele faça o que não podemos fazer, para que Ele faça perfeito o que precisa estar pronto para o dia esperado.

Perdoar é indispensável (não espere ABSOLUTAMENTE nada sem pedir e conceder perdão) e, por fim, buscar a transformação, você errou porque queria acertar, porque era algo aparentemente bom, portanto, se arrependa, mas, por amor, tire o fermento sem tirar a farinha.

Não deixe que te tirem o que era verdadeiro, porque nenhuma mentira é isenta de ao menos uma verdade. Não adianta, ora querer o “bem com o mal“, ora desprezar o “mal com o bem“. Não se joga a água da bacia com a criança.

Aquilo que é teu, verdadeiramente teu, não será tirado
(13). Não permita tal coisa, se houve um pouco de amor, por menor que seja, aceite como amor, retenha como bom, mas aquilo que não presta, lance fora, o mais rápido possível, pois o tempo passa voando, se não há rugas no teu rosto, não se preocupe, elas virão (e se alegre com estas). Tempo, repetindo, é algo que não temos.

Limpe o puro do impuro, para a alma não há passado, o amor de ontem, de hoje e os que virão a ser descoberto existem para sempre, aguardam o momento de serem revelados aos que perseverarem.

Depois deste inventário e do perdão, a melhor forma de amar é a oração, não uma oração para salvar o outro, mas para salvar você mesmo de perder a capacidade de amar. O amor, como escrito, lança fora o medo, e o medo tem nos paralisados, é nosso algoz, Yeshua vai voltar e dizer, “há amor na terra?” Um mundo que precisa de transformação e redenção.

A finalidade de todos os conflitos é aperfeiçoar o amor e esperar é imperioso neste agir, quem ama, espera
(14), quem ama, espera e, por fim, lembre-se, quem ama, espera. Então, espere o tempo que for necessário, muitos, todos os seus anos se preciso for, espere em Deus a resposta certa, a transformação necessária, a limpeza do teu coração, espere pelo Bem do Senhor. Lembre-se, seu primeiro casamento é com Ele, sua fidelidade é para Ele, não há genuíno amor sem a presença dEle.

Lembrando e recapitulando... Amar não é receber, é dar... Pessoas não são trocáveis, por pior que seja uma e por melhor que seja a outra... Considere a dor das testemunhas silenciosas... Não entre em disputas... Não faça estelionato afetivo, não se alimente dos outros, não “vampirize“... Não julgue o outro segundo seus contextos, não transfira figuras... Não fantasie nem idealize o outro, este é apenas humano... Não negue afeto, por difíceis que sejam as consequências, mas evite o escândalo... Quem ama vê perfeição na imperfeição e desta se agrada mais que das virtudes... Quem ama pensa o bem, sempre!

Não se envergonhe de amar ou ter amado... Sofreu? Alegre-se, quem ama sofre, isto atesta a teu favor.

No sofrimento há transformação, no final das contas, você se tornou melhor, não deixe que te tirem isto, não deixe que o mundo e seus conselhos estúpidos te tirem a vitória da transformação.

Bom, não é o que queremos, não é como gostaríamos que fosse
(15), mas é o que convém em um mundo caído e esta presença do mal, mal que interfere em nossas imprescindíveis e, contudo, delicadíssimas comunicações espirituais.

Mas, de fato, se há algo de valor aqui, unicamente bem escrito e que merece todo a tua consideração, são os versículos que encabeçam este texto, 1 Co 13, incluindo o início do versículo 8, propositalmente omitido no topo mas transcrito abaixo...

“O amor jamais acaba...”


Marcos Mingra

1 Um exemplo deste ajuste é a emancipação feminina, necessária após anos de um jugo terrível, e, ainda, onde toda a repressão do desejo ficou covarde, desonesta e indevidamente na conta delas.

2 Pode-se dizer que foi a expansão de conceitos judaicos (judaísmo transcultural).

3 Ver
http://www.goym.org/limite_aceit%C3%A1vel.html.

4 não pense que é pouca coisa estar burocraticamente casado, os próprios argumentos contra a documentação atestam as dificuldades. Observação: se você pertence a uma igreja que ora por papeis de divorcio tenha medo, tenha muito medo.

5  Gn 24, 67 e Gn 34. Aqui temos a questão da poligamia temporal (ou seria diacrônica), na linha do seja eterno enquanto dure. Sendo eterno, os amores se sobrepõem.

6 Lc 7, 43 e Rm 5, 20.

7 Lc 7, 43 e Rm 5, 20.

8 ver
http://www.goym.org/Paraiso.html

9  Is 56, 3.

10  Rm 12, 15

11  ver
<http://www.goym.org/Destina%C3%A7%C3%A3o.html>

12  No amor romântico, ou no amor monogâmico, para poder sobreviver, os dois devem deixar seus respectivos deuses em favor de um único (ECHAD). Nisto há aprimoramento, uma luta interior em favor do abandono de antigas práticas.

13 Vale a ressalva de Mt 13, 12; Mt 25, 29 e Lc 19, 26, reflita e tema neste ponto.

14 Gn 29, 20.

15 Importante: este texto foi escrito com muito desconforto, um texto em conflito e passível de revisão, parte de mim também não aceita partes do que foi escrito, por pior que pareça a incoerência, procurei fazer o melhor e não escrevi em proveito próprio. Se erro, por amor, escreva, você pode ter mais respostas do que imagina.



O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta
.

1 Co 13, 4 a 8
Paraíso e Ansiedades