Átrio dos Gentios
Darwin e a Morte
Estamos entre os que crêem que a Bíblia é a Palavra de D’us, inspirada, infalível e absolutamente necessária ao homem.

Temos, agora, por conta do aniversário de nascimento de Darwin, um ruído “revigorado” a respeito da teoria da evolução das espécies.

De um lado, criacionistas, do outro, evolucionistas.

E nós? De que lado estamos?

A Teoria de Darwin é o que é, uma teoria. Por sinal, uma bela teoria, elegante, coerente, útil, sobretudo, quanto à classificação das espécies, tarefa completamente humana, designada pelo próprio D’us em Gênesis. Portanto, Darwin foi diligente como ser adâmico, mais que muitos.

Antes, registro minha consideração a respeito do museu da criação, um acinte às prioridades do Reino e à teoria do Design Inteligente, uma preocupação de acadêmicos constrangidos.

Mas qual o significado prático desta teoria? Em nosso dia a dia, para que serve? Faz alguma diferença no supermercado? Vou comprar uma galinha considerando sua evolução?

E ainda, que significado tem milhões de anos para mim? Não sendo geólogo, nem biólogo, nem pesquisador?  Não há utilidade cotidiana.

Deveríamos, ainda, considerar a teoria em função da aptidão, da seleção natural, como as que ocorrem em ambientes corporativos, escolares e políticos?

Então prevalecem: a falta de ética, os programas eugenísticos, de purificação da raça, e toda a sorte de justificativa do que há de pior no gênero humano. 

Como suínos, somos selecionados para uma carne “mais saudável”.

Mas não é exatamente a isto que se opõe o conceito de Criação Divina do Homem? Sendo feito por D’us, à sua semelhança. Para que, por princípios éticos, sejamos uma raça verdadeiramente humana.

Então o que sobra da teoria? Em nossa vida prática, o pressuposto de Darwin parece ter apenas um objetivo,  produzir uma corrente filosófica que não vai além de negar a Bíblia.

Eu tenho como provar rotineiramente a Palavra em minha vida, uma confrontação constante de sua veracidade, a qual em tudo pude validar. E quanto a Darwin? Nunca achei em meu jardim, revirando as pedras, o elo perdido, se achei ossos bovinos nesta vida, foi muito. Também não tenho em casa como avaliar Carbono 14 nem um acelerador de partículas.

Vou deixar que implicações filosóficas, decorrente de uma teoria, definam minha crença e meu destino? Seguramente não.

O conhecimento humano, científico, filosófico ou religioso, é como uma balão de inflar. Quanto mais cresce, maiores são os limites entre o conhecido e o desconhecido. E nós que estamos dentro, saberemos o que está lá fora?

Este limite existe para uma única razão, para nos fazer ciente de nossa condição frente à profundidade do conhecimento de D’us, para os que nEle crêem. Para os que não crêem, quem sabe permitir lembrar que em ciência tudo é refutável, ponto final.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos “
Rm 11, 33

Se há sabedoria humana, e, partindo da hipótese que este é um ser criado, não seria maior a sabedoria do criador?

Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe.”
Is 29, 16

Não convém ser prudente em utilizar uma lógica que se D’us tem Todo o Poder, então Ele pode criar as coisas e as registrar da maneira que bem entende? Aniquilando a vaidade dos homens e respeitando a diversidade de épocas e leitores?

Portanto, não ter respostas definitivas e ser menos assertivo é antes de qualquer coisa,  um gesto de humildade frente a Aquele a quem consideramos Todo Poderoso.

A realidade não precede à Palavra, antes o contrário. A realidade não pode fazer frente à Palavra. Trata-se de uma hierarquia.

A Palavra, pois, é sobrenatural, Ela não traduz o mundo nem registra o real. A Palavra é, pelo contrário, sua geradora. Qualquer dificuldade decorre de nossa incapacidade de entendê-la.


Marcos Mingra